29 julho 2019

Como Escolher uma Plataforma na Nuvem.



Uma solução de automação para a Casa Inteligente que possa ser classificado como Internet das Coisas precisa atender a alguns requisitos técnicos e um deles é o uso de uma plataforma na Nuvem. Esta plataforma deve prover, entre outras coisas, conectividade, tratamento de dados e acesso a ferramentas de inteligência artificial.

Todo fornecedor ou aspirante a fornecedor que queira entrar no mercado da Casa Inteligente com Internet das Coisas deve escolher com cuidado qual plataforma utilizar.

Este artigo, publicado pelo José Pinelli no site do Tudo Sobre IoT apresenta uma visão bem didática e esclarecedora dos pontos que devem ser considerados nesta escolha. Espero que lhes seja útil.

15 julho 2019

IoRT – Internet of Robotic Things ou Internet das Coisas Robóticas


Mais um subconjunto do mundo IoT? ou apenas mais um “rebrading” dentro das técnicas de marketing?

O artigo deste link tenta dar um destaque para o uso de Internet das Coisas junto com robôs, sejam eles industriais ou mesmo de uso caseiro. Ele cita os componentes e a estrutura de uma aplicação IoRT, suas potenciais aplicações e até tenta dar uma formatação ao mercado mundial.

Será que faz sentido ou é apenas uma forçada com objetivos de marketing?

Para mim, um robô na Internet das Coisas traz alguns pontos a serem considerados, principalmente os aspectos referentes a mobilidade e estar em um ambiente mutável, que precisa ser continuadamente observado e interpretado. Mas não é com isso que um veículo autônomo precisa se preocupar?

Qual seu voto? Marketing ou um segmento que merece ser tratado de forma diferenciada?

26 junho 2019

IoT e IA, Algumas Coisas Vieram para Ficar


Algumas tecnologias e inovações aprecem nas nossas vidas, mas têm vida útil curta. Fitas cassete, CD´s e aparelhos de fax são apenas alguns exemplos. Mas algumas tecnologias têm uma vida muito mais longa! É verdade que elas podem evoluir e quase não mais se parecerem com suas origens, como os telefones celulares ou mesmo os microcomputadores, mas são, ainda, as mesmas tecnologias.

E agora temos a Internet das Coisas... será que veio para ficar?

Responder a isso é fácil: veio, não só para ficar, mas também para se espalhar e se envolver em praticamente tudo. E a explicação é simples.

A Internet das Coisas, que engloba conectividade e tratamento de dados, junto com a Inteligência Artificial, entre tantas tecnologias, consegue fazer algo novo e útil: aprender e utilizar o que aprendeu.

É verdade que o conceito está diretamente relacionado à Inteligência Artificial, e é ela que é responsável pelo aprendizado. E ela não é tão nova assim, ela vem sendo desenvolvida desde os anos 50 do século passado. Mas, naquela época, era cara, para poucos, e com poucas aplicações práticas do nosso dia-a-dia. Era um processo lento de aprendizado, pois depende de se juntar dados, e, quanto mais, melhor e mais rápido será o aprendizado. E exigia (como exige hoje) muito poder computacional, na época disponível para poucos e a altos custos.

Por sua vez, a Internet das Coisas deve sua existência mais abrangente principalmente à universalização da conectividade, através de redes ethernet, redes sem fio e redes de celulares (2G, 3G e 4G) e à queda nos preços de sensores e atuadores miniaturizados e de baixo consumo elétrico. Com isso foi possível espalhar pelo mundo estes dispositivos e conectá-los a plataformas na Nuvem, coletando um volume gigantesco de dados de tudo que é grandeza, em todos os cantos do mundo e praticamente em tempo real.

E são esses dados, antes tão difíceis de se conseguir, que podem “alimentar” os mecanismos de aprendizagem, dando vida à Inteligência Artificial.

Quanto ao custo do processamento computacional, não só se tornaram muito baixos como também disponíveis para praticamente qualquer um com o uso das plataformas na nuvem oferecendo tanto o processamento quanto as ferramentas para o tratamento dos dados e sua posterior análise para que a Inteligência possa “aprender”.

Então, este conjunto de fatores (abundância de dados, fácil conectividade e baixo custo de processamento) é que torna a Internet das Coisas possível e provavelmente de vida muito longa.

Mas, acima de tudo, sua longevidade se deve à sua utilidade e facilidade de se misturar entre nós, seres humanos, muitas vezes nos servindo sem nem a percebermos.

A dupla Internet das Coisas e Inteligência Artificial já está em praticamente tudo que nos cerca.

Em Nossas Casas
Comecemos por onde ela talvez seja mais conhecida e menos evoluída: na Casa Inteligente. Aqui a Internet das Coisas está presente através de ecossistema que inclui algum tipo de elo de comunicação com o ser humano, normalmente sendo um dos assistentes virtuais conhecidos (Google Assistant ou Alexa) instalado em um smartphone, um tablet ou uma caixa acústica. O equipamento onde o assistente “mora” está conectado à Internet e a uma aplicação na Nuvem, onde reside a Inteligência Artificial.

Pela casa há dispositivos “inteligentes” conectados à Internet ou ao equipamento central através de alguma rede sem fio. Estes dispositivos podem ser dedicados a obter dados, como sensores de temperatura e de luminosidade, ou podem ser dedicados a agir, como relés e dimmers. E podem ainda ser dispositivos normais, como cafeteiras, máquinas de lavar roupa e geladeiras que têm a mesma conectividade e que também podem interagir com o assistente virtual.

E, se este conjunto de equipamentos estiver conectado a uma plataforma de Inteligência Artificial, ele poderá começar a antever necessidades ou detectar anormalidades e agir de acordo.

Se você quiser conhecer um pouco mais como a Inteligência Artificial pode participar do seu dia-a-dia leia o post Internet das Coisas e Inteligência Artificial Cuidando de Você neste blog.

E esta “onda” de enchermos nossa casa de dispositivos conectados pode até parecer novidade e você achar que ela vai passar. Mas está enganado. A cada dia vemos mais empresas interessadas não só em vender estes equipamentos para você, mas também em dotá-los de utilidades dependentes desta inteligência artificial. Botijões de gás que avisam à distribuidora e você que seu gás está acabando, aparelhos de ar condicionado que avisam quando precisam de manutenção e geladeiras que criam listas de compras, tudo isso sem pagar muito mais e sem dificuldade de instalação, são facilidades que você não vai querer deixar de ter. E assim se cria o ciclo virtuoso da Casa Inteligente, dando oportunidade de negócios aos fabricantes e prestadores de serviços e dando facilidade e utilidade ao usuário.

No Seu Corpo, Cuidando da sua Saúde
Hoje os wearables, ou dispositivos vestíveis, estão cada vez em moda, cada vez mais baratos, menos intrusivos e fáceis de usar. E eles fazem praticamente de tudo. Medem suas atividades físicas e seus parâmetros metabólicos, servem de elemento de comunicação com seu smartphone e até podem lhe informar a hora!

E estes equipamentos vestíveis podem estar conectados em tempo real a alguma plataforma de inteligência artificial e até salvar sua vida, indicando que você está apresentando sintomas de alguma doença ou problema cardíaco e indicar comportamentos e ações para minimizar as consequências.

Hoje já estão em uso wearables monitorados pelos serviços de saúde que são colocados em pacientes que precisam de acompanhamento contínuo mas não precisam ficar hospitalizados. Isto tem diminuído custos operacionais dos sistemas de saúde e dado melhor padrão de vida às pessoas enfermas.

Se bem que há aplicações dos wearables totalmente dispensáveis, as aplicações mais sérias, que oferecem melhor saúde e bem-estar ao usuário, permitem que serviços de saúde reduzam suas despesas e aumentem sua cobertura de atendimento. Este conjunto de fatores manterá vivo e evolutivo o uso da Internet das Coisas e Inteligência Artificial na área da saúde.

No Seu Ir e Vir e sua Cidade
Quando pensamos em nosso deslocamento urbano, a Internet das Coisas e a Inteligência Artificial se apresentam de duas formas bem distintas: uma claramente visível e outra bem escondida dos olhos do cidadão comum.

A forma visível está, por exemplo, nos veículos autônomos que há algum tempo tomam conta dos noticiários e começam a também a tomar conta das ruas e avenidas. Aqui o que não faltam são sensores e atuadores, todos conectados com plataformas na Nuvem e usando a Inteligência Artificial para tomar decisões. Se esta forma vai avançar e se tornar parte do nosso dia-a-dia ainda é uma questão de adivinhação, principalmente porque seu uso está muito diretamente relacionado com a aceitação (ou não) por parte da população, usuária e não usuária deste serviço. Para esta aplicação precisaremos esperar mais um pouco para saber se veio para ficar (minha aposta é que sim).

Mas a forma escondida também já está presente no nosso dia-a-dia. Praticamente toda cidade grande já usa alguma forma de Internet das Coisas e de Inteligência Artificial para controle do tráfego, da segurança e das condições ambientais da cidade. Podem ser sensores instalados nas grandes avenidas, ou medidores de nível de córregos, rios e piscinões, ou ainda sensores de luminosidade, vento e chuva; podem ser o acionamento dos semáforos, da iluminação pública, ou de comportas de barragens ou represas. Todos estes sistemas já até podiam existir antes da Internet das Coisas, mas ganharam mais sensores e mais inteligência com as novas tecnologias e hoje prestam um serviço ao cidadão sem ele nem saber de onde vem.

E essa utilidade, aliada ao menor custo, permitem a perpetuação do uso menos visível da Internet das Coisas no nosso convívio com a cidade onde moramos

Na Indústria...
Este uso da Internet das Coisas é tão sério que ganha até um nome só dele IIoT: Industrial Internet of Things.

Na Indústria o comportamento de implementação de tecnologias sempre se mostrou lento, buscando a certeza. Para se ter uma ideia, o uso sério de WiFi no controle de processos industriais só se tornou algo aceitável nos últimos anos. O uso de redes sem fio para a coleta de dados ao longo de tubulações de gás, petróleo ou água sempre deu preferência a canais de satélite dedicados, utilizando as redes celulares apenas como alternativa.

Mas há alguns avanços de tecnologia, principalmente aqueles que mostram um benefício muito grande e um risco pequeno, que são mais aceitos pela Indústria, e até incentivados por ela. Um caso típico é o uso da Inteligência Artificial. Ela vem sendo usada na Indústria há décadas, se bem que preferiam outros nomes como Lógica Fuzzy e Redes Neurais (mas, de forma simplista, podemos dizer que são a mesma coisa). E, como já dissemos, estas aplicações de Inteligência Artificial precisam de dados, muitos dados. Até recentemente, as Indústrias mediam apenas as grandezas que afetavam diretamente sua produção, pois os medidores para ambientes industriais podem bem caros; afinal, eles têm que aguentar condições bastante adversas e devem durar anos sem precisar de manutenção.

Como consequência, media-se apenas o necessário. Com o advento de sensores mais baratos (e menos robustos, é verdade), a Indústria viu que podia medir mais coisas, mas mantendo os sensores mais robustos para as medições críticas ao seu processo.

Com isso, começaram a ter uma maior gama de informações e os sistemas de Inteligência Artificial podiam trabalhar com mais variáveis e se tornar mais precisos nas suas conclusões.

E a Indústria adotou a Internet das Coisas e a Inteligência Artificial, as adequou às suas necessidades e agora chama a este conjunto de Industria 4.0

E será que veio para ficar? Com certeza estará presente na Indústria por décadas pois, como já dissemos, ela é lenta para adotar novas tecnologias; a Indústria 5.0 ainda está muito longe.

E No Campo...
Quando pensamos em campo pensemos no Agronegócio, desde agricultura e pecuária até logística e desenvolvimento de novos conhecimentos e tecnologias.

Os maiores usuários de Internet das Coisas e Inteligência Artificial nesta área são os grandes empreendimentos, com vastas áreas de plantio, gados numerosos e logística complicada. Não seria ótimo conhecer em detalhes e em tempo real como está a umidade do solo e a incidência de sol em cada hectare e poder comandar a irrigação de forma localizada e controlada?

Conhecer cada animal do gado, com seu histórico de vacinas, pesos e por quais pastos andou?

Controlar o momento exato da colheita e otimizar o uso das colheitadeiras e da mão-de-obra?

Saber a disponibilidade de silos de armazenamento e programar a distribuição e entrega da produção sem perdas de tempo ou de valor?

Tudo isso é agora possível! Podemos espalhar sensores pelo campo sem grandes investimentos, podemos taguear cada animal e podemos coletar todos os dados que queremos com o uso das redes sem fio dedicadas à Internet das Coisas. E a Inteligência Artificial permite que se preveja a necessidade de irrigação, que se detecte algum problema de saúde do gado antes dos sintomas mais visíveis aparecerem e que cuidemos de toda a logística de forma antecipada e bem planejada.

Estes benefícios também vieram para ficar. Aqui, os investimentos foram feitos diretamente pelos interessados e podemos ter certeza que foram feitos após muita análise dos benefícios que poderiam oferecer.

E o Que Vem Pela Frente?
Como podemos ver, a dupla Internet das Coisas e Inteligência Artificial vieram para ficar. Em muitos casos ela será transparente para o cidadão comum, do mesmo jeito que ele usa um caixa eletrônico sem nem saber quanta tecnologia está por trás disso.

Em outros casos, o cidadão será responsável pelo sucesso ou não, mesmo que não se envolva diretamente no uso da tecnologia. É onde o cidadão pondera os benefícios, custos e “malefícios” da aplicação da tecnologia, como nos carros autônomos, e ajuda a determinar o sucesso da aplicação.

E por fim, há aquelas cujo sucesso dependem exclusivamente de nós, cidadãos. É o caso da Casa Inteligente, dos wearables e até mesmo dos sistemas de monitoração de nossa saúde. Temos que avaliar os benefícios, ponderar os investimentos e cobrar de nossos fornecedores qualidade, inovação, segurança e privacidade.

Temos, então, um papel ativo, pelo menos em parte do uso desta dupla de tecnologias, e precisamos exercer este papel com responsabilidade. Devemos conhecer o que há disponível, devemos mostrar o que queremos e ajudar os fornecedores e desenvolvedores a nos ajudar!