O recente lançamento do Programa Tecnova 2026/2027, promovido pela FINEP em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, traz uma importante reflexão para o setor de edificações inteligentes: a inovação tecnológica aplicada aos edifícios passa a ocupar um espaço cada vez mais relevante nas políticas públicas de desenvolvimento.
Com recursos de R$ 360 milhões destinados ao apoio de micro e pequenas empresas inovadoras em todo o país, o programa tem como objetivo estimular o desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos tecnológicos, criando oportunidades para diversos segmentos ligados à automação, conectividade e eficiência das edificações.
Tradicionalmente, o mercado de automação residencial e predial esteve fortemente associado à integração de equipamentos e sistemas já disponíveis, muitos deles importados. Entretanto, o avanço das tecnologias digitais abre espaço para que empresas brasileiras desenvolvam soluções próprias voltadas à gestão inteligente de edifícios, eficiência energética, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial, monitoramento remoto e manutenção preditiva.
Nesse contexto, surgem oportunidades para projetos relacionados a:
gestão e monitoramento de edificações;
eficiência energética e sustentabilidade;
plataformas de IoT e conectividade;
inteligência artificial aplicada à operação predial;
segurança integrada;
gestão remota de ativos;
manutenção preditiva;
soluções para cidades inteligentes.
O Tecnova destina-se principalmente a micro e pequenas empresas com perfil inovador e faturamento anual de até R$ 16 milhões. O foco não está na expansão comercial tradicional ou na aquisição de equipamentos, mas no desenvolvimento de novas soluções tecnológicas com potencial de mercado.
Para as empresas interessadas, alguns fatores tornam-se fundamentais: identificar claramente um problema a ser solucionado, demonstrar o caráter inovador da proposta, estruturar um plano de desenvolvimento e apresentar resultados esperados para o mercado.
As fundações estaduais de amparo à pesquisa, entidades de apoio à inovação e a própria FINEP deverão atuar na orientação das empresas e na operacionalização dos recursos, ampliando o acesso às oportunidades em todas as regiões do país.
Mais do que uma linha de financiamento, iniciativas como essa sinalizam uma importante mudança de cenário: a tecnologia aplicada às edificações passa a ser reconhecida como um elemento estratégico para a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade do país.
Para o setor de edificações inteligentes, o momento convida empresas, desenvolvedores, integradores, projetistas e profissionais de tecnologia a olhar além da simples implantação de sistemas e considerar a inovação como um novo caminho de crescimento e geração de valor.
A transformação digital dos edifícios já está em andamento. Agora, a inovação também pode encontrar apoio para se transformar em realidade.
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