Webinar ABINC sobre Gêmeos Digitais


Vem aí o 1º webinar ABINC - Associação Brasileira de Internet das Coisas - de 2026!

O papo será sobre Gêmeos Digitais e o Grupo de Trabalho da ABINC apresentará uma visão estruturada da norma, abordando seus principais conceitos, terminologia, escopo e relação com outras normas ISO/IEC relacionadas à Internet das Coisas e sistemas digitais.

Vamos abordar o que a ISO/IEC 30173 define como Gêmeo Digital, estrutura conceitual e terminológica da norma, relação entre Gêmeos Digitais, IoT, modelos de dados e arquiteturas digitais, implicações práticas para aplicações em indústria, edifícios, infraestrutura e plataformas digitais e o papel da normalização na interoperabilidade, maturidade tecnológica e escalabilidade das soluções.

Data: 05 de fevereiro de 2025

Horário: 10h00

Inscreva-se no link https://materiais.abinc.org.br/webinar-gemeos-digitais-2026 e não perca!

Palestrantes confirmados:



















O que é o Matter 1.5

O Matter é um padrão de interoperabilidade para casas inteligentes, idealizado para permitir que dispositivos de diferentes marcas funcionem juntos de forma fluida e segura. 

A versão mais recente desse padrão, lançada em 2025, é o Matter 1.5, que sucede a versão 1.4.2, e traz uma série de melhorias e novas funcionalidades voltadas para expandir o leque de dispositivos compatíveis e tornar a automação residencial mais robusta e integrada. 

Principais novidades do Matter 1.5

Suporte ampliado a dispositivos

  • Câmeras de segurança e vídeo: com o Matter 1.5, torna-se possível integrar câmeras (internas, externas, câmeras com campainha, câmeras de bebê, etc.) ao ecossistema de casa inteligente — algo que muitas plataformas e dispositivos ainda não permitiam facilmente. 

  • Controle de “fechamentos e aberturas”: o padrão passa a suportar persianas, cortinas, toldos, portões, portas de garagem etc., permitindo automações que envolvem esse tipo de equipamento de forma padronizada e confiável

  • Sensores de solo / jardim inteligente: elementos como sensores de umidade ou temperatura do solo ganham suporte — abrindo portas para automações de irrigação e cuidado de plantas com base em dados reais. 

Automação avançada e maior interoperabilidade

Com o Matter 1.5, fabricantes podem criar uma gama mais ampla de dispositivos compatíveis uns com os outros, independentemente da marca — simplificando bastante a vida de quem quer montar ou expandir uma casa inteligente sem se preocupar com incompatibilidades. 

Essa padronização tende a tornar o ambiente doméstico mais automatizado, previsível e simples de gerenciar — desde iluminação e climatização até segurança, irrigação, controle de cortinas, câmeras e energi

Recursos para câmeras e vídeo

As câmeras compatíveis com Matter 1.5 podem oferecer:

  • Transmissão de vídeo e áudio ao vivo.

  • Comunicação bidirecional (por exemplo, para falar com alguém via câmera de porta).

  • Controles como pan/tilt/zoom, zonas de detecção e privacidade — dependendo do modelo da câmera.

  • Opções flexíveis de armazenamento: local ou em nuvem — embora o padrão não gerencie diretamente o armazenamento, isso fica a critério do fabricante ou da plataforma.

Gestão inteligente de energia e eficiência

Outra inovação do Matter 1.5 é o suporte a dispositivos voltados à gestão de energia, permitindo maior eficiência energética e automações com base em dados da rede elétrica (tarifas, horário de uso, intensidade de carbono, etc.). Isso pode ser útil para eletrodomésticos, carregadores de veículos elétricos e sistemas de climatização, por exemplo. 

Com isso, é possível otimizar o consumo, especialmente em horários de menor tarifa ou maior eficiência da rede — além de possibilitar automações como reduzir o consumo durante picos ou adaptar o uso conforme dados ambientais e de consumo. 

Por que o Matter 1.5 é importante

A adoção do Matter 1.5 representa um passo significativo no amadurecimento do conceito de casas inteligentes. Eis por que ele é relevante:

  • Unificação e compatibilidade real: Em vez de ter diversos protocolos e apps diferentes para cada marca/dispositivo, o Matter fornece um “idioma comum” — facilitando a integração de equipamentos heterogêneos. 

  • Menos dependência da nuvem: O padrão oferece comunicação local (Wi-Fi, Thread, Bluetooth LE para configuração), o que significa que muitos dispositivos podem continuar funcionando mesmo sem internet, e com resposta mais rápida e segura

  • Facilita projetos de automação residencial e retrofit: Para quem trabalha com automação residencial — como é o seu caso — o Matter 1.5 amplia bastante o leque de possibilidades: segurança, energia, jardins inteligentes, controle de janelas/cortinas, câmeras, etc. Tudo de forma interoperável.

  • Flexibilidade para o consumidor final: Usuários podem comprar dispositivos de diferentes marcas com a confiança de que eles “se entendem”, sem necessidade de hubs ou apps proprietários para cada marca. 


Limitações e pontos de atenção

Apesar dos avanços, ainda há algumas limitações ou condições para o sucesso do Matter 1.5:

  • O padrão não gerencia diretamente armazenamento de vídeo nem funções avançadas de análise — quem quiser esses recursos precisará depender da implementação do fabricante ou de uma plataforma compatível. 

  • A compatibilidade depende de cada fabricante decidir atualizar seus dispositivos ou lançar novos compatíveis com Matter — nem todo hardware “antigo” necessariamente vai receber suporte. 

  • A adoção pelos ecossistemas e marcas ainda pode variar — ou seja: mesmo com o padrão, a experiência pode depender do suporte de cada plataforma ou software de automação.

Implicações para automação residencial e retrofit 

O Matter 1.5 pode oferecer várias oportunidades interessantes:

  • Permite padronizar a automação — iluminação, cortinas, sensores, câmeras, controle de energia — tanto em residências quanto em ambientes como hotéis, com interoperabilidade entre diferentes marcas.

  • Facilita a escalabilidade e manutenção: com um padrão aberto e independente de marca, adicionar, atualizar ou trocar dispositivos se torna mais simples e menos custoso.

  • Abre espaço para soluções mais inteligentes e eficientes — por exemplo, automações de energia, irrigação de jardins, controle automatizado de iluminação/persianas, segurança integrada etc.

  • Potencial para oferecer pacotes mais completos e flexíveis aos clientes, reduzindo a complexidade de integração e os riscos de incompatibilidade.


Artigo baseado em diversas fonte, entre as quais citamos:











Como as tecnologias de cidades inteligentes estão revolucionando o desenvolvimento territorial

Fonte:




Visualize uma cidade que se ajuste às necessidades dos seus residentes, preveja os problemas antes que eles ocorram e inclua facilmente a tecnologia na vida. Esta não é uma obra de ficção; incorpora o conceito de crescimento da cidade, um domínio avançado que altera a forma como construímos e supervisionamos os ambientes.

A ascensão da selva urbana

O mundo está se tornando cada vez mais urbano. Até 2050, as Nações Unidas prevêem que quase 70% da população global viverá em cidades. Esta rápida urbanização apresenta desafios e oportunidades. Por um lado, as cidades enfrentam exigências crescentes em termos de infra-estruturas, recursos e serviços públicos. Por outro lado, as tecnologias e o desenvolvimento de cidades inteligentes oferecem uma oportunidade única para construir espaços urbanos mais sustentáveis, eficientes e habitáveis.

O poder das soluções inteligentes

Então, o que exatamente são tecnologias de cidades inteligentes? Em termos simples, é uma caixa de ferramentas de tecnologias interligadas utilizadas para recolher, analisar e aproveitar dados para otimizar vários aspectos da vida urbana. Aqui estão alguns jogadores importantes:

- Internet das Coisas (IoT): Uma rede de sensores e dispositivos incorporados em edifícios, semáforos e até latas de lixo coleta dados em tempo real sobre tudo, desde a qualidade do ar até a disponibilidade de estacionamento.

- Big Data Analytics: Esta ferramenta poderosa analisa os dados coletados, identificando padrões e prevendo tendências, permitindo que as informações coletadas gerem decisões.

- Inteligência Artificial (IA): os algoritmos de IA aprendem com os dados, permitindo recursos como manutenção preditiva de infraestrutura, gerenciamento otimizado do fluxo de tráfego e até mesmo prestação de serviços públicos personalizados.

Moldando um desenvolvimento territorial mais inteligente

Além de apenas tornar os edifícios “mais inteligentes”, estas tecnologias estão mudando fundamentalmente a forma como abordamos o desenvolvimento territorial:


Planeamento para o Futuro:
Os dados das cidades inteligentes podem informar o planeamento do uso do solo, permitindo aos promotores antecipar as necessidades futuras de habitação, transporte e espaços verdes. Esta abordagem baseada em dados promove o crescimento sustentável e reduz o risco de criação de novos problemas urbanos. Por exemplo, uma empresa de engenharia civil em Jacksonville, Flórida, pode usar dados de fluxo de tráfego de cidades inteligentes para informar o projeto de um novo empreendimento, garantindo layouts rodoviários ideais e minimizando congestionamentos futuros.

Construindo para a Eficiência: Tecnologias de edifícios inteligentes, como sistemas automatizados de iluminação e controle climático, otimizam o uso de energia e reduzem a pegada ambiental de novos empreendimentos. Além disso, sistemas inteligentes de gestão de tráfego podem melhorar a eficiência do transporte, reduzindo o congestionamento e as emissões de carbono.

Criação de comunidades conectadas: As tecnologias de cidades inteligentes podem preencher a lacuna entre os residentes e as autoridades municipais. As plataformas interativas permitem que os cidadãos relatem problemas, acompanhem a prestação de serviços públicos e até participem de  processos de tomada de decisão. Isto promove um sentimento de propriedade comunitária e capacita os cidadãos a serem participantes ativos na formação dos seus ambientes urbanos.

Qual é o papel da infraestrutura em uma cidade inteligente?

A base de qualquer cidade inteligente é a sua infraestrutura. Isto inclui tudo, desde redes de transporte e redes de energia até sistemas de gestão de água e resíduos. Contudo, numa cidade inteligente, esta infraestrutura já não é passiva; é inteligente e dinâmica. Sensores incorporados nas estradas podem monitorar o fluxo do tráfego e ajustar os semáforos em tempo real para aliviar o congestionamento. As redes inteligentes podem integrar fontes de energia renováveis ​​e otimizar a distribuição de energia com base na procura. As empresas de serviços de desenvolvimento de terrenos na Florida, como a Pape Dawson, estão a incorporar cada vez mais soluções de infra-estruturas inteligentes nos seus projectos, preparando desenvolvimentos para o futuro e criando um ambiente construído mais sustentável.

A infraestrutura inteligente também desempenha um papel crucial na recolha e transmissão de dados. Uma rede robusta de sensores e  dispositivos de comunicação são essenciais para coletar informações em tempo real sobre tudo, desde a qualidade do ar até os níveis de ruído. Esses dados são então realimentados na plataforma da cidade inteligente, onde podem ser analisados ​​e usados ​​para informar a tomada de decisões em vários aspectos das operações da cidade. Ao criar um ciclo de feedback entre infraestrutura, coleta de dados e análise, as cidades inteligentes podem otimizar continuamente o seu desempenho e melhorar a qualidade de vida dos residentes.

Exemplos de histórias de sucesso de cidades inteligentes

Várias cidades ao redor do mundo estão demonstrando o potencial das soluções de cidades inteligentes. Aqui estão alguns exemplos:

 - Amsterdã, Holanda: Esta cidade é líder em mobilidade urbana sustentável, com foco no ciclismo e no transporte público. Sistemas inteligentes de gestão de acidentes de trânsito e programas de compartilhamento de bicicletas movimentam as pessoas de maneira eficiente, reduzindo a dependência dos carros.

 - Singapura: Esta nação insular adotou a tecnologia para criar uma metrópole limpa e eficiente. Os sistemas inteligentes de gestão de resíduos monitorizam os níveis de enchimento dos conteiners e otimizam as rotas de recolha, enquanto as redes inteligentes garantem um fornecimento de energia confiável e sustentável.

 - Songdo, Coreia do Sul: Esta cidade inteligente meticulosamente planejada apresenta edifícios energeticamente eficientes, um sistema automatizado de recolha de resíduos e foco no transporte público. Serve como modelo para o desenvolvimento urbano sustentável desde o início.

Desafios e Considerações

Embora o potencial das tecnologias de cidades inteligentes seja inegável, os desafios permanecem:

  •  Preocupações com a privacidade: A coleta de dados é essencial para iniciativas de cidades inteligentes, mas levanta preocupações sobre a privacidade dos cidadãos. Segurança de dados robusta e regulamentações claras são cruciais.
  •  Exclusão Digital: Nem todos têm acesso à tecnologia ou às competências necessárias para participar plenamente numa cidade inteligente. As iniciativas devem priorizar programas de inclusão e alfabetização digital.
  •  Ameaças à segurança cibernética: À medida que as cidades se tornam cada vez mais dependentes da tecnologia, tornam-se vulneráveis ​​a ataques cibernéticos.Medidas de segurança cibernética são vitais.

O caminho para cidades mais inteligentes

O desenvolvimento de cidades inteligentes é uma maratona, não uma corrida. A implementação bem-sucedida requer a colaboração entre os setores público e privado, juntamente com o envolvimento dos cidadãos. Criar cidades inteligentes não envolve apenas tecnologia – trata-se de aproveitar o seu poder para criar um futuro melhor para todos os residentes.

Conclusão: Construindo um Amanhã Melhor

O surgimento de inovações urbanas oferece uma oportunidade de remodelar os ambientes urbanos. Ao utilizar dados e criatividade, temos o potencial de construir cidades que sejam ecológicas, eficazes e agradáveis ​​de viver. Aproveitemos este momento para imaginar um amanhã onde a tecnologia nos permita desenvolver cidades que prosperem durante anos.